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Produtores rurais vendem feijão para órgão do governo para evitar prejuízo

Agricultores recorrem à Conab de Bernardino de Campos (SP). Em média, local recebe por dia sete carretas carregadas do grão.
agronegócio

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Por Ame Noticias - 4 de agosto de 2014 - 12:06

Produtores rurais vendem feijão para órgão do governo para evitar prejuízo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão governamental, está comprando o feijão de agricultores que não conseguiram vender a produção, devido a baixa qualidade dos grãos colhidos no começo deste ano. A unidade da Conab em Bernardino de Campos (SP), por exemplo, recebe diariamente em média sete carretas carregadas de feijão.

O entra e sai de carregamentos é constante porque, segundo o produtor rural José Carlos Cardoso, o preço pago pelo governo vem atraindo os produtores. “O produtor hoje que conseguiu colocar o feijão na Conab vai ter um lucro que pelo menos vai conseguir saldar as dívidas. Ele continuará plantando, novamente o feijão ou outra cultura no caso”, explica.

Na companhia a saca de 600 quilos do feijão tipo 1 é comprada por R$ 95. Valor acima do que o mercado oferece atualmente, que é em média de R$ 60 para o feijão de melhor qualidade, conta o superintendente regional da Conab-SP, Alfredo Luíz Brienza Coli. “Essa é a razão de que eles venham procurar a Conab. O governo dá esse incentivo para garantir ao produtor o escoamento da sua produção.”, afirma.

Aproximadamente 100 mil sacas já foram entregues no armazém da Conab. De acordo com o gerente da Conab de Bernardino de Campos, Valdinei de Oliveira, até 6 de agosto tem produtor programado para trazer parte da produção. “Os outros anos nós não fazíamos uma lista e criava muita fila de caminhões. Agora com esse agendamento a gente tem aquele número de caminhões diários, e o pessoal vai embora no mesmo dia”, revela.

Entenda a crise
Os produtores paulistas de feijão reduziram a área plantada e devem colher 200 mil toneladas, quase 15% menos do que na safra passada. Mesmo assim, com uma oferta maior no resto do país, os preços caíram, e os agricultores resolveram estocar a produção. Só que com isso, o feijão que foi colhido no começo do ano passou a perder a qualidade e os valores pagos aos produtores caíram ainda mais.

É o caso do agricultor Luíz Carlos da Silveira: em fevereiro ele conseguiu comercializar 30% das 2 mil toneladas colhidas. O restante estava armazenado até agora. “Na atual situação que está o feijão, a qualidade que se encontra, não tem comprador no mercado. E se aparecer algum comprador, não vai cobrir os custos. Hoje praticamente o Brasil produz feijão o ano todo, então nosso feijão já é passado. Por isso precisamos do subsídio do governo”, ressalta.

Dos R$ 20 milhões liberados pelo Governo Federal para a compra do feijão, R$ 7 milhões vieram para os produtores do estado de São Paulo.

Fonte: Tv Tem Itapetininga - G1

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